Aqui está uma resposta ao tão comum cumprimento "Então, está tudo bem?". Até há não muito tempo, fazia-me uma certa espiga, entender porque havia pessoas, na maior parte das vezes, mais velhas que eu, que respondiam : "Vai-se andando". Vai-se andando??? Mas andando para onde? Ou está tudo bem ou não está. Queria preto no branco. É que ficava sempre no ar a ideia de que não estava tudo bem mas que a pessoa, o amigo, o familiar me estaria a ocultar qualquer coisa. "Vai-se andando...". E eu ficava ali a pensar, a achar que aquela resposta era de alguém pouco feliz com a vida. Estaria a passar-se qualquer coisa? Não entendia ao certo. Porque na minha...ingenuidade, ou se está bem ou se está mal e havia que o dizer, com clareza!
Hoje compreendo. Mas, ainda respondo teimosamente que "está tudo bem". Uma questão de princípio, atitude, não levem a mal!!!
No entanto, fico com a sensação que deveria ter dito utilizado o "vai-se andando..." E porquê? Porque nunca está tudo bem. Há sempre algo que nos preocupa, um amigo doente, alguém que parte e deixa saudades, um obstáculo que não conseguimos ultrapassar, um sei lá de situações que nos deixam angustiados, a responsabilidade, as metas por alcançar, o medo do futuro, etc. Há sempre uma nuvem cinzenta que paira nas nossas cabeças apartir de certa altura da nossa vida. Será apartir dos 40 anos ou depende de pessoa para pessoa? E responder nesta fase da minha vida que está tudo bem, já não faz muito sentido. Porque a verdade é que vamos andando, andando na luta do dia à dia, andando a ultrapassar dificuldades que a vida nos coloca, andando a educar os nossos filhos, andando a gozar a vida e a tirar proveito dela, andando a ajudar os outros, andando sem aqueles que já não cá estão, andando a tentar ser e fazer os outros felizes. E tu? Vais andando ou está tudo bem?
Quarta-feira, 15 de Maio de 2013
Terça-feira, 30 de Abril de 2013
A invasão das HORTAS
Olá
Long time no see....
Vá lá saber-se porquê. Queria denunciar aqui uma razão importante para justificar a minha ausência no blog, mas não tenho...não tenho mesmo.
Por vezes, no carro, no caminho para o trabalho, vou tendo uma ideias para bloggar um pouco. Mas embrulho-me no trabalho e pronto, mais um dia sem editar uma mensagem por estes lados...
Mas hoje é dia e vamos embora que já se faz tarde :)
Então, o tema são as hortas urbanas, as hortas familiares.
Parece que está na moda, Eu lá em casa já aderi à algum tempo. Começou por umas idas a Castelo Branco e depois de absorver algumas ideias e conselhos de algumas vizinhas, já mais antigas e conhecedoras destas artes, pus mãos à obra, agarrei-me à enchada e semei e plantei umas quantas coisinhas verdes num pequeno espaço.
Mas eu pretendia falar, não da minha experiência, mas da paisagem. Esta mudou muito, aqui para as minhas bandas.
Eu tenho uma casa com jardim, mas existem muitos que não e por essa razão evadem e bem, as terras vazias. É muito engraçado ver as pessoas agachadas e empenhadíssimas a limparem os terrenos que foram tomadas de assalto pelo mato selvagem.
Os terrenos ficam limpos da vegetação e de lixo e rapidamente se transformam em socalcos organizados e prontos a serem cultivados. Eu que na maior parte do tempo vou no lugar do pendura nas viagens maiores, entretenho-me a descobrir estas pequenas e produtivas hortas nos locais mais inusitados: à beira das auto-estradas, debaixo de viadutos, frente aos prédios e bairros, perto do Almada Forum, etc. E cada vez vejo menos terrenos baldios e mais zonas completamente dedicadas à agricultura familiar e de subsistência.
Fantástico aproveitamento de terras e fantástica paisagem que muda, se transforma e permite de certeza, a confecção de uma bela sopa para uma qualquer familia.
Long time no see....
Vá lá saber-se porquê. Queria denunciar aqui uma razão importante para justificar a minha ausência no blog, mas não tenho...não tenho mesmo.
Por vezes, no carro, no caminho para o trabalho, vou tendo uma ideias para bloggar um pouco. Mas embrulho-me no trabalho e pronto, mais um dia sem editar uma mensagem por estes lados...
Mas hoje é dia e vamos embora que já se faz tarde :)
Então, o tema são as hortas urbanas, as hortas familiares.
Parece que está na moda, Eu lá em casa já aderi à algum tempo. Começou por umas idas a Castelo Branco e depois de absorver algumas ideias e conselhos de algumas vizinhas, já mais antigas e conhecedoras destas artes, pus mãos à obra, agarrei-me à enchada e semei e plantei umas quantas coisinhas verdes num pequeno espaço.
Mas eu pretendia falar, não da minha experiência, mas da paisagem. Esta mudou muito, aqui para as minhas bandas.
Eu tenho uma casa com jardim, mas existem muitos que não e por essa razão evadem e bem, as terras vazias. É muito engraçado ver as pessoas agachadas e empenhadíssimas a limparem os terrenos que foram tomadas de assalto pelo mato selvagem.
Os terrenos ficam limpos da vegetação e de lixo e rapidamente se transformam em socalcos organizados e prontos a serem cultivados. Eu que na maior parte do tempo vou no lugar do pendura nas viagens maiores, entretenho-me a descobrir estas pequenas e produtivas hortas nos locais mais inusitados: à beira das auto-estradas, debaixo de viadutos, frente aos prédios e bairros, perto do Almada Forum, etc. E cada vez vejo menos terrenos baldios e mais zonas completamente dedicadas à agricultura familiar e de subsistência.
Fantástico aproveitamento de terras e fantástica paisagem que muda, se transforma e permite de certeza, a confecção de uma bela sopa para uma qualquer familia.
Segunda-feira, 25 de Março de 2013
Joaninha A TALENTOSA
Este Domingo foi muito especial e deveu-se a uma pessoa muito especial: Joana Vasconcelos.
Esta artista brilhante transferiu as suas magnificas obras directamente do Palácio de Versailles para o Palácio da Ajuda.
Ainda não tive a oportunidade de conhecer a morada do Rei Luís XIV, ainda...mas tenho a certeza que as obras desta portuguesa sentiram-se muito orgulhosas entre o espolio e decoração da nossa Rainha D. Maria Pia.
Começo pelas peças de Joana. São vindas de outro mundo. Lindas, cheias de criatividade que como as estrelas, cada uma tem o seu brilho próprio. Uma atrás da outra, uma fila de genialidade e talento.
E quando pensamos que não nos pode surpreender mais, eis que surge outra escultura, ainda mais fabulosa que a anterior. Tão igualmente especial. Todas elas têm um denominador comum: um apontamento do nosso artesanato português: de norte a sul e ilhas e mais não digo....
O Palácio proporciona o lugar perfeito para cada uma das obras expostas. Estas estão espalhadas pelas várias alas do Palácio onde outrora viveu uma Rainha que ainda muito jovem, chegou directamente do Brasil para ocupar o seu lugar de Rainha de Portugal.
Este cargo para o qual se preparou desde muito cedo trouxe-lhe muita responsabilidade. Permitiu-lhe viver e desfrutar desta Palácio sublime, encantador com a sua grande família, mas trouxe-lhe amarguras que a deixaram demente, vencida pelo desgosto provocado pela morte do seu filho e Rei D. Carlos I e o neto herdeiro.
As camas reais, a sala de leitura, a sala da música, a sala de fumos, a sala de refeições, a sala do trono real, está tudo lá para ser admirado por nós, por si. E como se não bastassem todas as obras de arte da Joana, a magia do Palácio, as salas imensas, os tectos trabalhados, a nossa história e património, ainda podemos avistar das imensas janelas, uma vista sobre o rio Tejo e Lisboa...um quadro vivo da nossa cidade emoldurado nas cortinas de veludo escarlate.
Fomos em família espreitar como viviam os Reis. Gostámos todos e muito e recomendamos muitíssimo.
Esta artista brilhante transferiu as suas magnificas obras directamente do Palácio de Versailles para o Palácio da Ajuda.
Ainda não tive a oportunidade de conhecer a morada do Rei Luís XIV, ainda...mas tenho a certeza que as obras desta portuguesa sentiram-se muito orgulhosas entre o espolio e decoração da nossa Rainha D. Maria Pia.
Começo pelas peças de Joana. São vindas de outro mundo. Lindas, cheias de criatividade que como as estrelas, cada uma tem o seu brilho próprio. Uma atrás da outra, uma fila de genialidade e talento.
E quando pensamos que não nos pode surpreender mais, eis que surge outra escultura, ainda mais fabulosa que a anterior. Tão igualmente especial. Todas elas têm um denominador comum: um apontamento do nosso artesanato português: de norte a sul e ilhas e mais não digo....
O Palácio proporciona o lugar perfeito para cada uma das obras expostas. Estas estão espalhadas pelas várias alas do Palácio onde outrora viveu uma Rainha que ainda muito jovem, chegou directamente do Brasil para ocupar o seu lugar de Rainha de Portugal.
Este cargo para o qual se preparou desde muito cedo trouxe-lhe muita responsabilidade. Permitiu-lhe viver e desfrutar desta Palácio sublime, encantador com a sua grande família, mas trouxe-lhe amarguras que a deixaram demente, vencida pelo desgosto provocado pela morte do seu filho e Rei D. Carlos I e o neto herdeiro.
As camas reais, a sala de leitura, a sala da música, a sala de fumos, a sala de refeições, a sala do trono real, está tudo lá para ser admirado por nós, por si. E como se não bastassem todas as obras de arte da Joana, a magia do Palácio, as salas imensas, os tectos trabalhados, a nossa história e património, ainda podemos avistar das imensas janelas, uma vista sobre o rio Tejo e Lisboa...um quadro vivo da nossa cidade emoldurado nas cortinas de veludo escarlate.
Fomos em família espreitar como viviam os Reis. Gostámos todos e muito e recomendamos muitíssimo.
Quarta-feira, 13 de Março de 2013
Justin Bieber amigo dos piolhos
A propósito do Justin Bieber e daquele penteado que ele tinha, que lhe escondia a cara, tenho a contar o seguinte:
O meu rico filho de 11 anos tem um desses fashion looks em que passa a vida a abanar toda a cabeça num sentido, para que o cabelo fique de lado. Como se tivesse sido apanhado no meio dum vendaval.
No ano passado, à custa desse cabelo gigante apareceu-lhe pela primeira vez desde a sua existência, aquela bicharada que põe qualquer Mãe com os nervos em franja.
Ora, aproximando-se rapidamente a primavera e com ela a tropa da piolhada, eu pedi-lhe encarecidamente para que considere cortar o cabelo, deste vez, curto.
Sim porque eu sou uma Mãe moderna e deixo o meu filho cortar o cabelo como ele entende, desde os....sei lá...5 anos.
Claro que eu poderia dar-lhe dois berros, levá-lo pelos cabelos até ao cabeleireiro e depois mandar cortar aquela cabeleira a meu gosto.
Mas não.
Eu sou uma Mãe moderna que entende que na construção da sua personalidade, que eu espero que seja forte, comece desde cedo a fazer as suas escolhas.
Mas a minha vontade, mesmo, mesmo, era arrastá-lo para o cabeleireiro e dizer-lhe que quem manda sou eu. Mas eu sou moderna :)
Adiante. A resposta do meu filho à minha sugestão foi de que ia cortar o cabelo, mas mantendo o mesmo penteado.
Porque, caso cortasse curto, iam pensar (presumo que as miúdas da escola) que ele estava a querer imitar o Justin Bieber. É que o Bieber tem agora o cabelo curto!!!!
Este rapaz persegue-me e é nele que vou pensar quando a praga voltar lá a casa e eu andar a ver cabeças....desesperadamente.
O meu rico filho de 11 anos tem um desses fashion looks em que passa a vida a abanar toda a cabeça num sentido, para que o cabelo fique de lado. Como se tivesse sido apanhado no meio dum vendaval.
No ano passado, à custa desse cabelo gigante apareceu-lhe pela primeira vez desde a sua existência, aquela bicharada que põe qualquer Mãe com os nervos em franja.
Ora, aproximando-se rapidamente a primavera e com ela a tropa da piolhada, eu pedi-lhe encarecidamente para que considere cortar o cabelo, deste vez, curto.
Sim porque eu sou uma Mãe moderna e deixo o meu filho cortar o cabelo como ele entende, desde os....sei lá...5 anos.
Claro que eu poderia dar-lhe dois berros, levá-lo pelos cabelos até ao cabeleireiro e depois mandar cortar aquela cabeleira a meu gosto.
Mas não.
Eu sou uma Mãe moderna que entende que na construção da sua personalidade, que eu espero que seja forte, comece desde cedo a fazer as suas escolhas.
Mas a minha vontade, mesmo, mesmo, era arrastá-lo para o cabeleireiro e dizer-lhe que quem manda sou eu. Mas eu sou moderna :)
Adiante. A resposta do meu filho à minha sugestão foi de que ia cortar o cabelo, mas mantendo o mesmo penteado.
Porque, caso cortasse curto, iam pensar (presumo que as miúdas da escola) que ele estava a querer imitar o Justin Bieber. É que o Bieber tem agora o cabelo curto!!!!
Este rapaz persegue-me e é nele que vou pensar quando a praga voltar lá a casa e eu andar a ver cabeças....desesperadamente.
Segunda-feira, 11 de Março de 2013
Xuxiiiiii
Adoro Sushi. Eu e os cá de casa.
Tudo começou num post no facebook com uma fotografia maravilhosa colocada por uma amiga.
Era uma visão de um qualquer restaurante no paraíso, com um prato em forma de barco cheio destes rolinhos e afins, prontos a serem devorados
Pronto, essa imagem fez despertar aquele sentimento que todos temos mas que de quando em quando lembra-se de aparecer: a inveja.
E o meu marido, como não gosta que nos falte nada, foi ao restaurante que tem take away e empratou o que de lá trouxe desta forma.
Até que não sobrou muito...
Tudo começou num post no facebook com uma fotografia maravilhosa colocada por uma amiga.
Era uma visão de um qualquer restaurante no paraíso, com um prato em forma de barco cheio destes rolinhos e afins, prontos a serem devorados
Pronto, essa imagem fez despertar aquele sentimento que todos temos mas que de quando em quando lembra-se de aparecer: a inveja.
E o meu marido, como não gosta que nos falte nada, foi ao restaurante que tem take away e empratou o que de lá trouxe desta forma.
Até que não sobrou muito...
Domingo, 10 de Março de 2013
A Primavera
Sempre que vejo há venda os bolbos para plantar, eu compro sempre uns tantos e coloco-os debaixo da terra nos vários vasos que tenho espalhados pelo jardim...
Depois espero alguns meses et voilá...eles rebentam, desenvolvem-se e ao sol despertam estas lindas flores.
Como se passam alguns meses entre a plantação e o desabrochar da flor, é sempre com alguma curiosidade que eu acompanho o aparecimento das primeiras pétalas. Porque na realidade esqueço-me sempre do que plantei e a surpresa do que ali vai nascer é sempre muita...
Pois aqui vão algumas fotos do resultado que me enchem de orgulho. Além de que olhar para uma flores bonitas como, estas deixa-me com aquele riso idiota nos lábios.
Depois espero alguns meses et voilá...eles rebentam, desenvolvem-se e ao sol despertam estas lindas flores.
Como se passam alguns meses entre a plantação e o desabrochar da flor, é sempre com alguma curiosidade que eu acompanho o aparecimento das primeiras pétalas. Porque na realidade esqueço-me sempre do que plantei e a surpresa do que ali vai nascer é sempre muita...
Pois aqui vão algumas fotos do resultado que me enchem de orgulho. Além de que olhar para uma flores bonitas como, estas deixa-me com aquele riso idiota nos lábios.
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